Dono de loteamento e vereador são acusados de fechar uma suposta propina para aprovar um projeto que beneficiava o empresário
-"Tudo tem que resolver daqui até, até semana que vem. até segunda-feira, máximo quarta-feira".
- "Mas não adianta esse negócio depois, falar em depois não existe. O quê que vai acontecer. Padovani está em cima. Padovani não quer que saia de jeito nenhum. Ontem ele me pegou, mas eu to cagando e andando pra ele".
- "Sim, sim".
- "Ah, é um absurdo concentrar é um Julieta Bueno piorado falei eu não quero saber. Eu, se entrar resolve, se não entrar não resolve, mas, mas depois também não resolve mais. Não tem retomada lá na frente, sabe? Tem que ser agora e tem que ser, e tem que ser antes e resolver o problema.
- "Quando que vai?"
- "É para ir pra pauta dia 4."
- "Tá, vocês estão voltando segunda?"
- "Voltando segunda. A pauta tem que até, até quinta".
- "Daí faz até dia 31 lá e daí 4, mês que vem".
- "Até quinta. Então vou falar assim. Até sexta-feira da semana que vem, tem que tá esse dinheiro na mão e entra na pauta na segunda-feira. Vota na segunda e terça resolve. Não entrando, todo mundo vai se reunir e vai dizer "isso não presta para Cascavel, é uma merda." Vai ter embargo do Nelson".
- "Aí o Fabian veio falar pra mim. Eu falei não, isso é fato. Os cara me ofereceram 150 mil. Eu falei Fabian, eu não vou retomar esse projeto porque eu sei que vai acontecer. Eu sei eu já conversei, faz dois meses que eu to conversando em cima desse negócio, e os caras não abrem mão, nem pra depois e valor, não abre mão. Então se não acertar esses valores, no cash, volta à estaca zero não, não vai ser aprovado".
- "Eu to na comissão. Se ele vai ganhar alguma coisa lá dá construtora não quero nem saber. Meu negócio é a comissão da área. Só isso?.
Ao cinco minutos de gravação, no meio da conversa, ele atende o telefone e conversa com Marcos Vinicius de Souza sobre a negociação de uma área em Cascavel para um grupo de São Paulo. Ele cita durante o diálogo o vereador Frare. Ele desliga o telefone aos 8 e 27".
Ele volta a falar com o corretor não identificado.
Bebber: "Não vai passar. Passa, tem um jeito de passar, ninguém vai.
Corretor: Sabe que vai virar, vai virar um inferno, vão fazer lá um campo de batalha.
Aos 10 minutos Bebber: "Nós vamos voltar segunda. Se tiver acordo, falar tem! E esse acordo seguinte, tem que entrar na pauta até quinta-feira de tarde tem que estar na pauta.
Corretor: E esse pagamento tem que ser antes?
Bebber: não tem nada pra depois.
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