quinta-feira, 5 de novembro de 2015

OPERAÇÃO - Ivaiporã, Maringá e Sarandi foram alvos

Polícia Civil faz operação para prender quadrilha suspeita de vender peças automotivas falsificadas. Em Ivaiporã  também acorreram prisões
A nota é do Jornal  "O DIÁRIO" de Maringá, e diz que a Polícia Civil do Paraná desarticulou uma quadrilha que teria movimentado mais de R$ 60 milhões com a venda de peças automotivas falsificadas. Sete pessoas, pelos duas de Ivaiporã - Pr,  foram presas na manhã desta quinta-feira (5 de novembro) durante a operação "Marca Registrada" deflagrada pelo Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce) em Maringá, Ivaiporã e Sarandi.   A investigação iniciou há cinco meses, após denúncia da Associação Brasileira de Combate a Falsificação (ABCF) que apontou que duas empresas de Maringá seriam responsáveis pela venda ilegal de diversas peças automotivas falsificadas das marcas MAHLE e outras para todo o País.   "Esta é a segunda maior operação de combate à falsificação de autopeças do Brasil neste ano, ficando atrás de uma ação da Polícia Federal no interior de São Paulo", disse o diretor de comunicação da ABCF, Rodolpho Ramazzini.   De acordo com o delegado-chefe do Nurce, Renato Basto Figueroa, a quadrilha trazia peças da China em contêineres e revendia para empresas de todo o País. "Durante as investigações foi apurado que a organização criminosa importou R$ 1 milhão em peças da China. Estas peças vieram em contêineres e desembarcaram no Porto de Sepetiba, no Rio de Janeiro, sendo posteriormente trazidos até um barracão na cidade Maringá", explicou o delegado.   "No barracão, as peças eram marcadas e colocadas em caixas como se fossem da Mahle ou de outras líderes no mercado e revendidas como originais com preço obviamente abaixo do mercado convencional", completou Figueroa, citando que a venda das peças falsificadas era feita para empresas cadastradas no site das organizações suspeitas. Este barracão usado pela quadrilha foi alvo de mandado de busca e apreensão durante a operação policial e, no local, os policiais encontraram centenas de caixas com peças falsificadas.   O delegado Guilherme Dias, também do Nurce, afirmou que as buscas foram feitas nas residências dos investigados, na sede da empresa, no depósito e também em uma gráfica onde se suspeita que eram confeccionadas as caixas das marcas.  "Durante o cumprimento dos mandados de busca, encontramos US$ 300 na casa do líder da quadrilha, além de documentos referentes a empresas usadas no esquema criminoso e notas de autopeças", comentou Dias. "Na sede da empresa, apreendemos ainda uma máquina que era usada para embalar as peças falsificadas."     As sete pessoas presas responderão pelos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica, fraude no comércio, lavagem de dinheiro, além de crimes contra a relação de consumo.    De acordo com Ramazzini, a quadrilha operava há seis anos revendendo peças automotivas falsificadas para todo o Brasil. "Estima-se que esta quadrilha tenha movimentado R$ 60 milhões. Esta operação do Nurce é importante porque vai evitar a venda de peças automotivas falsificadas que colocavam em risco a segurança dos motoristas", disse.  Ele cita ainda que o setor de autopeças é o segundo no País que mais perde com a falsificação. "A indústria de autopeças perde por ano R$ 3 bilhões com a falsificação, ficando atrás só da indústria do cigarro."  As investigações mostraram que o suspeito de liderar a quadrilha possui passagens pela polícia e foi denunciado em 2012 por corromper agentes públicos.  NOME DOS DETIDOS -  Segundo  jornais, como Tribuna do Norte, foram detidos Mauro Januário,  apontado como líder da quadrilha, Validerene Marini Januário (Esposa), Wesley Weder de Oliveira (Sobrinho do sócio), Ney José Pereira dos Santos (Vendedor), Antônio de Oliveira (pai de Wesley e Vendedor), Alexsandra Marislaine de Oliveira, (irmã de Wesley),  e Cléia Vieira Marini (cunhada do líder), que era moradora de Ivaiporã e era conhecida como professora, mas seria laranja do grupo, inclusive em sua casa havia um depósito para armazenamento de peças falsificadas.

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