Foram oito horas de depoimento do ex-ministro Sérgio Moro, na sede da Polícia Federal do Paraná, a delegados e procuradores, que faz parte do inquérito que apura se o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir politicamente em investigações da PF.
O depoimento de Sergio Moro começou por volta das 14h, de 02 de maio, de 2020. O ex-ministro foi ouvido na sede da Polícia Federal, em Curitiba, por delegados e procuradores da PGR que foram de Brasília em um avião da PF.
Moro chegou numa viatura da Polícia Federal e entrou por um portão que fica nos fundos do prédio.
Mais cedo, manifestantes a favor do ex-ministro Moro e outros a favor do presidente Jair Bolsonaro trocaram insultos. Um homem tentou agredir a imprensa. Ninguém se machucou. A segurança foi reforçada e os grupos, separados.
A delegada Christiane Correa Machado, chefe do Serviço de Inquéritos Especiais, comandou o depoimento, que foi gravado.
O ex-coordenador da Lava Jato em Curitiba, e atual diretor de investigação e combate ao crime organizado da Polícia Federal, Igor Romário de Paula, apenas acompanhou a oitiva.
Por causa da pandemia do novo coronavírus, a PF determinou que Moro e os investigadores usassem máscaras e sentassem distantes, segundo a recomendação das autoridades de saúde.
Sérgio Moro foi questionado sobre as acusações que fez na semana passada, quando deixou o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Moro disse que o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir politicamente em investigações da Polícia Federal.
O depoimento deste sábado (2) foi determinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, que autorizou a abertura do inquérito para apurar as acusações de Moro.
Celso de Mello deu cinco dias, até terça-feira, para que Moro fosse ouvido pela Polícia Federal.
O prazo mais curto para Moro prestar o depoimento ajuda a blindar a investigação. Como a PF ainda está sem comando definitivo, não houve tempo para mudanças na estrutura da corporação.
Nesta fase inicial do inquérito, os delegados podem marcar mais depoimentos e pedir também provas periciais, com a quebra de sigilos telefônicos, por exemplo.
Em entrevista à revista Veja desta semana, o ex-ministro Sérgio Moro disse que tem provas da tentativa de interferência do presidente Bolsonaro.domingo, 3 de maio de 2020
BRASÍLIA - Depoimento de moro durou oito horas na Polícia Federal
Foram oito horas de depoimento do ex-ministro Sérgio Moro, na sede da Polícia Federal do Paraná, a delegados e procuradores, que faz parte do inquérito que apura se o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir politicamente em investigações da PF.
O depoimento de Sergio Moro começou por volta das 14h, de 02 de maio, de 2020. O ex-ministro foi ouvido na sede da Polícia Federal, em Curitiba, por delegados e procuradores da PGR que foram de Brasília em um avião da PF.
Moro chegou numa viatura da Polícia Federal e entrou por um portão que fica nos fundos do prédio.
Mais cedo, manifestantes a favor do ex-ministro Moro e outros a favor do presidente Jair Bolsonaro trocaram insultos. Um homem tentou agredir a imprensa. Ninguém se machucou. A segurança foi reforçada e os grupos, separados.
A delegada Christiane Correa Machado, chefe do Serviço de Inquéritos Especiais, comandou o depoimento, que foi gravado.
O ex-coordenador da Lava Jato em Curitiba, e atual diretor de investigação e combate ao crime organizado da Polícia Federal, Igor Romário de Paula, apenas acompanhou a oitiva.
Por causa da pandemia do novo coronavírus, a PF determinou que Moro e os investigadores usassem máscaras e sentassem distantes, segundo a recomendação das autoridades de saúde.
Sérgio Moro foi questionado sobre as acusações que fez na semana passada, quando deixou o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Moro disse que o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir politicamente em investigações da Polícia Federal.
O depoimento deste sábado (2) foi determinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, que autorizou a abertura do inquérito para apurar as acusações de Moro.
Celso de Mello deu cinco dias, até terça-feira, para que Moro fosse ouvido pela Polícia Federal.
O prazo mais curto para Moro prestar o depoimento ajuda a blindar a investigação. Como a PF ainda está sem comando definitivo, não houve tempo para mudanças na estrutura da corporação.
Nesta fase inicial do inquérito, os delegados podem marcar mais depoimentos e pedir também provas periciais, com a quebra de sigilos telefônicos, por exemplo.
Em entrevista à revista Veja desta semana, o ex-ministro Sérgio Moro disse que tem provas da tentativa de interferência do presidente Bolsonaro.
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