terça-feira, 15 de setembro de 2015

BRASÍLIA / AUMENTO DE IMPOSTOS

Governo anuncia medidas para tentar reverter o rombo nas contas públicas. A volta da CPMF é algo já sacramentado 
Cinco dias depois de o Brasil perder o grau de investimento, o governo reagiu com medidas para tentar reverter o rombo nas finanças. Na segunda-feira, 14 de setembro, houve reuniões com Governadores, e já ficou agenda a reunião com lideres no congresso nacional, para convencê-los a aprovar o que foi anunciado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa. A meta do governo é de R$ 66,2 bilhões extras para 2017. 39% disso o governo quer conseguir com corte de gastos. É o que o ministro Joaquim Levy chamou de "cortar na carne". As medidas que vão botar mais dinheiro nos cofres do governo são os aumentos de impostos: perto de R$ 34 bilhões e quase tudo, R$ 32 bilhões, virá pela volta da CPMF, que já foi cobrada na década de 1990, acabou em 2007 e é paga por todos nós. Pela proposta do governo, nas operações bancárias, saques, transferência, em cada compra que todo mundo fizer, terá a cobrança de 0,2%. O dinheiro vai ser usado para diminuir o déficit da previdência social. O ministro da Fazenda explicou que a CPMF foi escolhida por ter menor impacto na inflação. O imposto deve durar quatro anos. O outro imposto que vai aumentar é o imposto de renda da pessoa física sobre ganhos de capital, quando o contribuinte vender um bem: uma casa, por exemplo, a partir de R$ 1 milhão. Quanto mais caro o bem, maior a alíquota, que vai variar de 15 a 30%. A expectativa é arrecadar mais R$ 1,8 bilhão. Já a contribuição por parte do governo vai ser menor que a do contribuinte. Foram anunciadas nove medidas e, como as de aumento de impostos, quase todas precisam passar pelo Congresso. O governo quer: - Adiar o pagamento do reajuste de salário dos funcionários públicos, de janeiro para agosto do ano que vem; - Suspender concursos públicos; - Acabar com o chamado abono de permanência, um acréscimo que o servidor recebe para não se aposentar; - Cortar os salários acima do teto dos funcionários públicos; - Reduzir gastos como aluguéis, passagens e diárias. Os cortes também vão atingir programas: - No PAC, o governo quer direcionar emendas parlamentares obrigatórias para o programa; - No Minha Casa Minha Vida, quer tirar dinheiro do orçamento da União e compensar com mais recursos do FGTS; - Na saúde, pretende usar dinheiro das emendas parlamentares para cumprir o gasto obrigatório; - Na agricultura, vai cortar dinheiro que garantia preços mínimos. Um total de R$ 26 bilhões. Para que isso acontece, Dilma colocou seu time em campo.

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